sábado, 18 de maio de 2013

O que você vai ser quando crescer?




Eis à pergunta. E que pergunta hein. Quando somos crianças essa pergunta não tem o mesmo efeito de quando somos adolescentes. É claro que já me fizeram essa pergunta, e claro que a minha resposta (sonho do momento) não se realizou, porque era só um pensamento e enfim, passou. Tem pessoas que levam essa pergunta muito a sério e muita das vezes levam a sério até por certa pressão familiar. Eu nunca tive esse tipo de pressão familiar, não que minha família não se importasse com meu futuro, mas é que nunca deram nenhuma opinião do tipo “ ah , você poderia ser isso , ou quem sabe aquilo” , apenas não se manifestaram sobre .
 Dependendo da profissão que você pretende seguir, muitos podem vir contra ou a favor. Quando eu disse que queria ser jornalista muitos falaram “Ah, legal, mas isso dá dinheiro?” , ok , mas dando ou não  é isso que eu quero ser. Vou ser sincera, nem sempre tive coragem de responder assim. Eu ficava procurando respostas para explicar o motivo da minha escolha. Muito louco. Às vezes temos que chegar ao ponto de ficar se explicando cada vez mais o porquê de nossas escolhas. Isso tudo é muito novo pra quem não gosta de dar explicações. Mas em algumas situações eu me sentia obrigada a dar essas explicações.  
 Depois de estar praticamente decidida do que queria ser, de certa forma uma nova profissão me escolheu. Adivinhem… Nasce uma historiadora. De repente a partir de pequenos sinais e atitudes decidi que era isso que eu queria fazer. Sempre gostei de história, mas nunca passou pela minha cabeça poder trabalhar com isso. Quando eu contei as pessoas o que realmente eu queria ser, veio mais um blá blá blá . E agora? Ouço as opiniões negativas ou sigo em frente? É claro que segui em frente. Se era algo que eu queria, eu ia fazer e pronto. Pela primeira vez eu senti que eu poderia “ouvir” meu coração. Muitas pessoas me apoiam, dizem que a história tem tudo a ver comigo, sempre quando ouço comentários desse tipo meu coração se enche de alegria, pois sinto que as pessoas estão falando a verdade e o quanto elas realmente acham isso. Alguns amigos falaram “História? Você?“, mas sinto que foi apenas um susto de início. Em relação à reação da família, não mudou muito, pois como sempre me apoiaram, mas ninguém esboçou nenhuma mega reação.
 Lá vem o grande anuncio: Passei, passei! Faculdade lá vou eu. Ouvir os “parabéns” sem ser meu aniversário foi umas melhores sensações. Senti-me conquistando uma coisa que jamais pensei conseguir naquele momento. É que por mais que eu me sentisse preparada ainda havia aqueles “e se”, “mas”. Os domingos tem uma fama de serem tão chatos , mas aquele se transformou , foi um grande domingo. Não sabia pra quem ligar, pra quem contar. Fiquei meia que desorientada naquele momento, mas depois passou.  Foi nessa hora que eu vi o quanto a minha família se orgulhava de mim. Às vezes continuo me perguntando se é isso mesmo que eu quero ser , mas eu vou e penso , mesmo se não for pelo menos eu tentei. E você , o que vai ser quando crescer ? Façam suas apostam , pois a cada dia o mundo e as chances só diminuem com o passar dos anos.
                                 
                                                                                                      SolMotta  via - Cronicas de uma universitária

4 comentários:

Got a Secret disse...

Vamos viver nossos sonhos, temos tão pouco tempo.. :D

Rafael Côbo disse...

Muito boa a proposta do seu blog, vai fundo!

As Iniciantes disse...

Amei o post bjs

Harlen Baruel disse...

A sensação da aprovação!!! Eu sempre quis História... Na reta final, já acabando o E.M, comecei a pensar no Direito... e acabou que eu escolhi o Direito e o Direito me escolheu. A História chegou atrasada, e ai eu já estava apaixonado pelo Direito. Seríamos da mesma turma, Sol. Belo texto. Beijos !